Fibrina Rica em Plaquetas na Odontologia

Fibrina Rica em Plaquetas na Odontologia Regenerativa

Os avanços na odontologia são de suma importância para que novos procedimentos cirúrgicos sejam criados e outros  simplificados. Nesse sentido, e já com mais de duas décadas de estudos, a fibrina rica em plaquetas (PRF) tornou-se o biomaterial mais importante para as regenerações teciduais. 

Desenvolvemos este conteúdo com as principais informações sobre o assunto. Aqui você aprenderá sobre os diferentes protocolos do criador da tecnologia, o Professor Joseph Choukroun, tal qual as suas diferenças e aplicações. 

Confira a seguir e boa leitura!

Fibrina Rica em Plaquetas (PRF): entendendo os concentrados sanguíneos 

Antes de falarmos sobre os concentrados sanguíneos, a sua evolução e contribuição para os processos de cicatrização, precisamos relembrar a composição do sangue, pois é a partir dele que todo o trabalho é desenvolvido. O sangue possui em sua composição:

  • Plasma acelular;
  • Células vermelhas;  
  • Células brancas;
  • Fibrinogênio (Fibrina);
  • Plaquetas.

As plaquetas são as responsáveis pela liberação de fatores de coagulação. Para isso, elas se organizam de modo a promover o reparo tecidual, o remodelamento vascular e a regeneração tecidual. 

Já os leucócitos ou células brancas fazem parte do sistema imunológico do nosso organismo. Eles têm como função o combate e a eliminação de microorganismos estranhos, ou seja, são células de defesa. Contudo, assim como as plaquetas, os leucócitos também são capazes de liberar fatores de crescimento para estimular a formação de novos tecidos.

Fibrina Rica em Plaquetas (PRF)

A fibrina é uma proteína fibrosa que atua na coagulação sanguínea em conjunto com as plaquetas. Ela é a forma ativada do fibrinogênio, molécula que participa ativamente de processos inflamatórios ou infecciosos. 

No corpo, quando ocorre alguma lesão, as moléculas de fibrina se unem no sítio da ferida e produzem uma malha fina ao redor do local. Essa malha tridimensional atua como uma matriz provisória, permitindo a invasão celular e a regeneração tecidual. Isso é possível, porque ela “aprisiona” plaquetas e o seus fatores de crescimento, o que permite que eles sejam liberados com o passar do tempo. 

A fibrina rica em plaquetas (PRF) é, então, um biomaterial autólogo e atóxico obtido a partir da centrifugação da amostra de sangue do próprio paciente; nela separamos uma alta concentração de plaquetas, leucócitos e fibrina para acelerar e auxiliar a regeneração tecidual.

Tipos de concentrados sanguíneos: PRP, PRF, L-PRF, A-PRF e I-PRF

O PRP (Platelet Rich Plasma – Plasma Rico em Plaquetas) foi a primeira geração de concentrados plaquetários. Trata-se de um processo mais complexo, que envolvia duas centrifugações, com dois tubos diferentes, seguidas de manipulação da amostra (através de pipetagem). Nessa técnica era necessário o uso de químicos: anticoagulantes e também coagulantes.

Era um protocolo pouco eficiente, pois não trazia grandes vantagens quanto à abordagem cirúrgica. Em primeiro lugar, devido a dificuldade em se realizar o protocolo, em segundo lugar, por causa do risco de contaminação cruzada devido a manipulação das amostras, além da contaminação do protocolo por causa da química presente no processo, terceiro, pela ineficácia do concentrado se comparado ao L-PRF (e posteriormente ao A-PRF).  Por isso o PRP caiu em desuso.

Diante disso, em 2001, o Professor Joseph Choukroun criou um protocolo simples, mais rápido e mais eficaz. Inclusive, ele pode ser realizado pelo profissional dentro do seu próprio consultório. Nesse processo, ao invés de utilizar o plasma rico em plaquetas (PRP), passou-se a adotar o uso da fibrina rica em plaquetas (PRF).

Nesse novo protocolo, o sangue que é utilizado para fazer o concentrado vai direto para um tubo estéril e sem químicos. Em seguida, passa pela centrífuga, as células são separadas no processo e depois o material é reimplantado no paciente.

Esse novo protocolo foi chamado de  PRF (Fibrina Rica em Plaquetas), porém, com o tempo, descobriu-se que ele possui alta concentração de leucócitos e fibrina, por isso foi chamado de L-PRF (Leukocyte – Platelet Rich Fibrin)

A Terceira Geração da PRF 

No primeiro protocolo de L-PRF utilizava-se uma força G elevada (708g). Contudo, em 2014, o Doutor e Professor da Universidade de Frankfurt, Dr. Shahram Ghanaati, juntamente com o Professor Joseph Choukroun desenvolveram o revolucionário conceito de centrifugação em baixa velocidade (LSCC), que consistia em diminuir a velocidade (força G)  de centrifugação e aumentar o tempo.

A consequência disso foi um aumento celular significativo no concentrado sanguíneo, além da descoberta de células tronco presentes nesse novo concentrado. Esse novo protocolo foi nomeado A-PRF (Advanced Platelet Rich Fibrin ou PRF Avançado).  Além dele foi desenvolvido o protocolo de I-PRF (Injectable Platelet Rich Fibrin ou PRF Injetável), muito aplicado em procedimentos de harmonização orofacial. 

Aplicações da fibrina rica em plaquetas 

A fibrina rica em plaquetas (PRF) vem sendo utilizada há alguns anos com o objetivo de acelerar a cicatrização, aumentar a produção de colágeno e a regeneração em procedimentos cirúrgicos distintos. Na odontologia ela é empregada juntamente com enxertos ósseos ou mesmo substituindo-os, para implantes dentários, em cirurgias periodontais, maxilo-faciais, procedimentos de harmonização orofacial, pode ser utilizado também na medicina, nas cirurgias ortopédicas e em tratamento de feridas. Sua aplicação é hoje uma grande inovação na saúde.

Benefícios do protocolo 

Alguns estudos sugerem que o uso da fibrina rica em plaquetas traz benefícios como o aumento da taxa de formação óssea e a diminuição do tempo de cicatrização após lesões induzidas em tecidos. Essas propriedades são atribuídas a maiores concentrações de fatores de crescimento, plaquetas e leucócitos, em especial os neutrófilos. 

Quando esses elementos são introduzidos no local lesionado há um aumento no recrutamento, proliferação e diferenciação das células envolvidas na reparação tecidual. Esse processo, por sua vez, promove um reparo acelerado da lesão. 

Vantagens da sua utilização

Como podemos observar até aqui, esta é uma técnica que gera uma série de vantagens. Entre elas destacamos as seguintes:

  • É obtida com manipulação do sangue;
  • A preparação é feita através de um processo simples e eficiente;
  • Não possui riscos de gerar uma reação imunológica, já que a amostra é do próprio paciente;
  • Estimula a regeneração dos tecidos de forma eficaz;
  • Pode ser utilizada isoladamente ou combinada com enxertos ósseos, de acordo com a finalidade.
  • Resposta imunológica e regeneração tecidual mais rápidas;

Processo de preparação da Fibrina Rica em Plaquetas 

A fibrina rica em plaquetas é um biomaterial derivado do sangue humano e, como citamos, a sua extração é realizada através de um processo simples.

Em um primeiro momento a amostra de sangue é extraída imediatamente antes do procedimento. É essencial que não haja nenhum tipo de aditivo no tubo utilizado para a coleta. Posteriormente, o tubo com a amostra é inserido na centrífuga para a realização da separação. A partir deste processo se obtém:

  • Primeira cama: plasma acelular ou líquido sobrenadante (transparente);
  • Segunda camada: fibrina rica em plaquetas (PRF) (espessa e amarela);
  • Terceira camada: glóbulos vermelhos (vermelha).

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