A reabilitação com implantes dentários nem sempre encontra um terreno ósseo ideal. Em muitos casos, é necessário recorrer aos enxertos ósseos para garantir volume, estabilidade e sucesso na osseointegração. Saber escolher o tipo certo de enxerto é essencial para cirurgiões que buscam resultados previsíveis e duradouros.
Quando é necessário usar enxerto ósseo
O enxerto ósseo é indicado quando há perda significativa de tecido ósseo alveolar, seja por trauma, doença periodontal, atrofia por extrações antigas ou defeitos congênitos. Também é comum sua indicação em:
- Implantes imediatos com falhas de espessura óssea
- Levantamento de seio maxilar
- Regenerações horizontais ou verticais
- Correção de falhas estéticas na região anterior
Quais são os principais tipos de enxerto ósseo
Com base na classificação científica e prática clínica, os enxertos ósseos podem ser divididos em quatro principais tipos:
1. Autógeno (osso do próprio paciente)
Considerado o padrão ouro por suas propriedades osteoindutoras e osteocondutoras. É retirado de áreas intraorais (mento, ramo mandibular) ou extraorais (crista ilíaca). Apesar da previsibilidade, requer cirurgia adicional e pode gerar desconforto pós-operatório.
2. Alógeno (osso humano de banco de tecidos)
Derivado de doadores humanos, passa por rigorosos processos de esterilização. Tem boa biocompatibilidade e é utilizado principalmente em enxertos estruturais ou mistos. Ainda pouco utilizado no Brasil devido a restrições regulatórias e culturais.
3. Xenógeno (osso de origem animal)
O mais utilizado na odontologia regenerativa atual. O The Graft®, da Purgo, é um exemplo de substituto ósseo de origem bovina, com estrutura mineral semelhante ao osso humano. Atua como matriz osteocondutora e é indicado para:
- Preenchimento de alvéolos
- Defeitos periodontais
- Peri-implantares
- Levantamento de seio maxilar
4. Sintético (biomateriais fabricados em laboratório)
Compostos por hidroxiapatita, fosfato de cálcio ou beta-trifosfato de cálcio, os enxertos sintéticos são biocompatíveis e totalmente livres de risco biológico. Possuem controle sobre o tempo de reabsorção e são uma alternativa segura em diversas indicações.
Qual a melhor escolha para o seu caso clínico?
A decisão deve considerar:
- Local do defeito
- Tempo de cicatrização desejado
- Necessidade de manutenção de volume
- Preferência do paciente
- Experiência do cirurgião
Na prática, muitos profissionais optam por associar enxerto xenógeno + PRF, aproveitando a estabilidade do biomaterial com o potencial de cicatrização do plasma rico em fibrina.
Implantec e Purgo: biomateriais para todas as necessidades de enxerto
A Implantec oferece a linha completa de biomateriais da Purgo, com destaque para:
- The Graft® (xenógeno)
- The Graft® Collagen (xenógeno com colágeno tipo I)
E para potencializar seus enxertos, a Implantec também disponibiliza a centrífuga PRF Medical In, que permite obter PRF de forma segura e prática, associando biotecnologia aos seus protocolos regenerativos.
FAQ – Perguntas frequentes
Qual o melhor tipo de enxerto para implantes?
Depende do caso. O osso autógeno é o mais biológico, mas o xenógeno é o mais usado na prática por sua previsibilidade e menor morbidade.
Enxerto ósseo é obrigatório para implantes?
Nem sempre. Em muitos casos, é possível instalar o implante sem enxerto, desde que haja osso suficiente.
Quanto tempo após o enxerto posso colocar implante?
Geralmente de 4 a 6 meses, dependendo do material usado e do volume regenerado.
O PRF substitui o enxerto?
Não. O PRF é um acelerador biológico que potencializa o enxerto, mas não substitui o biomaterial em si.